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PHéLIX

Muitos de nós, de vez em quando, sucumbimos ao cansaço, mais psicológico do que propriamente físico.

A dinâmica social em que nós, seres Humanos, estamos inseridos por globalmente pertencermos a uma espécie que se organiza em sociedade, vivendo do intercâmbio que as relações interpessoais e colectivas possibilitam, é muitas vezes a causa principal de desfasamentos no nosso salutar viver como Homem, que desfruta do progresso e se quer inserido socialmente em todas as vertentes, fazemos esforços titânicos para não “perder o comboio” tornando-nos, demasiadas vezes, vítimas de um esclavagismo consumidor, de algo que muitas vezes não somos e tentando alcançar ou possuir tudo o que socialmente signifique uma ascensão de “Status” ou a afirmação de um qualquer desde que o mais elevado possível.

Na concepção das religiões predominantes na Ásia, tal atitude vai incondicionalmente gerar insatisfação constante. Ambicionar tudo o que não possuímos em graus cada vez mais intensos elevando constantemente a fasquia origina então uma insatisfação constante e cada vez mais duradoura que é causa de tensões interiores profundas, frustrações e em muitos casos origem de sérios distúrbios orgânicos e desfasamentos em termos de higiene e práticas salutares de pensamento com a consequente e desastrosa influencia no nosso bem estar do dia a dia e na nossa relação com o Mundo.

Dizer ao comum dos mortais que se abstenha de querer mais, de não possuir, de não ambicionar algo melhor para o seu futuro, para além do que agora possui, é uma atitude algo poética demais que muitas vezes não encontra hospedeiro que a fecunde pois é inerente e salutar à condição humana, querer mais e melhorar as suas condições de vida.

O problema é que na grande maioria dos casos, esta questão do”possuir”, do”querer ser”, de alcançar a plenitude da satisfação física e emocional, quando é abordada, torna-se numa questão tremendamente confusa a nível existencial e cada um de nós confunde essa “Quimera” a que chamam felicidade misturando totalmente ou parceladamente a posse da matéria com o “ascetismo material” em relação às coisas físicas do mundo.

Há que saber encontrar um ponto de equilíbrio estabelecendo a ponte entre a necessidade material e a utilidade dos pressupostos filosóficos e religiosos que coadunam e libertam em muito a existência Humana quando a mesma se vê confrontada com esse terrível dilema da matéria e da sua posse versus desprendimento e procura da felicidade. Cabe a cada um de nós fazer a triagem e a selecção de conceitos e atitudes perante estas questões, também elas fundamentais para o Homem, quando busca uma via para a Felicidade ou o seu equilíbrio.

Por isso a solução para encontrar a Felicidade ou o equilíbrio é uma receita muito pessoal para cada um de nós. Cada individuo tem um compromisso pessoal com o Universo no que toca à procura do equilíbrio buscando a Felicidade. É no entanto um dever nunca deixar de a tentar encontrar. Da Felicidade do Indivíduo depende a Felicidade da Humanidade e cada vez mais há todo o interesse que a Satisfação e a Felicidade seja um valor Universalmente partilhado aceitando sempre a sua característica diversa e pluralista.

 

Autor ©: Peter Lee Dolphein, PORTUGAL, MAIO DE 2007

http://www.peterleedolph.com

 

Last Modified April 28th 2007 Contact me  Terms of Use & Privacy      Go to top