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UM HOMEM QUE ESCREVEDesde muito cedo, sentiu a atracção e a curiosidade pelas palavras e pelas letras. Na escola primária, era um fascínio tentar escrever e soletrar. Os livros eram amigos que contavam estórias e, de repente, aos poucos, começou a escrever. Redacções fantásticas. Depois escrevia testes do liceu. Queria descobrir mais. E leu. Leu formas de escrever e formas de dizer. Algumas coisas não compreendia. Comprou um dicionário. Aprendeu que escrever também é compreender e fazer compreender. Adora escrever cartas. Com emoção. Coisas que lhe saem de dentro. Uma coisa com que lida mal é a crítica. A crítica de quem lê o que escreve. À noite, quando já todos dormem, pega na folha e sonha através da caneta e do papel. Escreve o sentimento e a emoção. Dá asas à sua imaginação e solta-se na maravilha das palavras. Depois, sonha que entrega uma cópia do que escreve, a cada homem, a cada mulher, a cada criança da sua cidade. Vive o sonho outra vez e depois, cansado, adormece. A vida do trabalho voltará amanhã de manhã, escrevendo na sua rotina, sinais e sentimentos que, ao fim da noite, este porá outra vez no papel, numa atitude obstinada de sonho e de prazer. Este Homem continua a escrever. Este Homem gosta de sonhar e de fazer sonhar os outros com as suas palavras. Um dia chamaram-lhe poeta. Para ele, foi um dia maravilhoso! Não deixes, também tu, de escrever. Não deixes tu também, de sonhar e fazer sonhar.
Autor ©: Peter Lee Dolphein, Publicado em Jornal ”TRIBUNA PACENSE” – Em 13 de Abril de 2006 |
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| Last Modified April 28th 2007 | Contact me | Terms of Use & Privacy | Go to top |