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BURBURINHO




De manhã
Quando os pombos arranham a clarabóia
E o sol brilha demais
Para os meus olhos anoitecidos,
Eu oiço o burburinho
De uma manhã que aí vem
E me traz saudades de ti.
Ontem, ao fim da tarde
O som que vinha do mar,
Trazia-me o cheiro do teu cabelo
Que me dizia que ainda era cedo
Mas que não tardavas.
Quando as noites são serenas
E o luar dos teus olhos me banha,
É possível escutar
O sabor dos teus lábios
E o cheiro das tuas mãos no meu corpo,
Num burburinho
Doce e invulgar, que só tu sabes fazer
Porque só tu me consegues amar
Porque só tu estás por dentro de mim
E eu destinado
A perder-me por ti
E por esse estranho Burburinho.


Autor ©: Peterleedolph , Braga 03/12/2004

Publicado No Jornal "Tribuna Pacense" em 3/12/2004

http://www.peterleedolph.com

Last Modified: May, 2nd 2012 Contact me Terms of Use & Privacy Go to top