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Pensamentos de Filipe Lopes1 Vou lendo as linhas da vida. Sempre pensando ler entrelinhas. Mas se leio entre elas. Penso que as linhas que vou lendo, são as linhas dos outros. 2 Tive uma má sorte. Acordei tarde para a vida. Agora tenho que me apressar. Tenho coragem, ideias e determinação, com sorte vou direito ao topo. Mas a boa sorte, Foi sem duvida ter acordado. 3 Ouvindo guinchos de loucura, mantenho forte os meus ouvidos. Olhando gestos de demência, mantenho forte os meus olhos. E quando o que ouço e vejo entra, mantenho forte o meu coração. Para sustentar a minha concentração. Mantenho atados os meus pensamentos. 4 Um dia levaste-me as nuvens. Lá ficamos a pairar sobre tudo, nada nos feria. Com promessas de amor eterno. Mas um dia o sol apareceu, as nuvens azularam, sorte a minha que estendi a mão, e me agarrei a um raio de sol. Desci sobre ele, quando a terra cheguei, agradeci e jurei sempre o procurar, mesmo na sua ausência. 5 Cada vez que satirizamos, quem nos abraça Duvidamos, se não deveríamos dar, mais de nós próprios. 6 Mudo de querer a cada instante. Penso que a origem de tal, se deve ao facto de nada se entranhar em mim, a um ponto de me deixar saudade. A saudade para mim é o presente, que se traduz em medo de perder o que realmente tenho e gosto. Sinto que se perder isso, vou deixar de ter medo, vai-se instalar em mim um ”se”, isso será saudade, agonia e tristeza. Farei do meu futuro, o passado. 7 Os anos vão passando, através de todos eles vamo-nos conhecendo melhor. Quando temos a felicidade de nos conhecer bem, vamos aniquilando o que não nos ajuda a evoluir. Quando temos essa capacidade, por consequência criamos um vazio, onde alojamos aos poucos, todos os sentimentos que despertaram á medida das nossas experiências. Esses sentimentos desejos, sonhos, medos ou pesadelos. É na balança da nossa consciência que tudo pesa. Se os medos e os pesadelos pesarem pouco, passam a ser campos com flores, que pegamos e distribuímos por todos os que nos amam. Se os desejos e sonhos pesarem pouco, então vão ser degolados pelos medos e pesadelos e nesse vazio vai-se criar um círculo que nos vai extrair deste mundo e vai-nos levar para um mundo onde a felicidade e os sonhos são uma utopia, um mito. 8 Carreguei um sentimento às costas de uma palavra, no regresso a palavra carregava um outro sentimento. Pensei, coitada da palavra, mas, ela gostava, dizia que o sentimento a amava. 34 Por vezes caminho, pensando na emoção de novos caminhos. Por vezes caminho em novos caminhos, ensando na emoção de encontrar o meu caminho. Por vezes caminho em caminhos com varias ramificações e reparo que são caminhos sem saída. Por vezes caminho e mesmo parado vou caminhando. Por vezes caminho, tendo a certeza que a razão de eu caminhar se baseia nas artérias que vou criando ao longo do caminho e não no caminho que vou caminhando. Disclaimer: Textos fornecidos pelo Sr. Filipe Lopes Textos publicados a pedido do Sr. Filipe Lopes A publicação destes textos neste site vale aceitação dos termos de utilização expressos no Circulo Dos Poetas Amigos Autor ©: Sr. Filipe Lopes , Braga 08/12/2011 |
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| Last Modified: December, 8th 2011 | Contact me | Terms of Use & Privacy | Go to top | ||