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BURBURINHO

De manhã

Quando os pombos arranham a clarabóia

E o sol brilha demais

Para os meus olhos anoitecidos,

Eu oiço o burburinho

De uma manhã que aí vem

E me traz saudades de ti.

Ontem, ao fim da tarde

O som que vinha do mar,

Trazia-me o cheiro do teu cabelo

Que me dizia que ainda era cedo

Mas que não tardavas.

Quando as noites são serenas

E o luar dos teus olhos me banha,

É possível escutar

O sabor dos teus lábios

E o cheiro das tuas mãos no meu corpo,

Num burburinho

Doce e invulgar, que só tu sabes fazer

Porque só tu me consegues amar

Porque só tu estás por dentro de mim

E eu destinado

A perder-me por ti

 E por esse estranho Burburinho.

 

 

Autor ©: Peter Lee Dolphein

Publicado em Jornal “Tribuna Pacense” – 3 de Dezembro de 2004

Last Modified April 28th 2007 Contact me    Terms of Use & Privacy     Go to top