BURBURINHODe manhã Quando os pombos arranham a clarabóia E o sol brilha demais Para os meus olhos anoitecidos, Eu oiço o burburinho De uma manhã que aí vem E me traz saudades de ti. Ontem, ao fim da tarde O som que vinha do mar, Trazia-me o cheiro do teu cabelo Que me dizia que ainda era cedo Mas que não tardavas. Quando as noites são serenas E o luar dos teus olhos me banha, É possível escutar O sabor dos teus lábios E o cheiro das tuas mãos no meu corpo, Num burburinho Doce e invulgar, que só tu sabes fazer Porque só tu me consegues amar Porque só tu estás por dentro de mim E eu destinado A perder-me por ti E por esse estranho Burburinho.
Autor ©: Peter Lee Dolphein Publicado em Jornal “Tribuna Pacense” – 3 de Dezembro de 2004 |
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