CARTA DE AMORDizes-me que o meu olhar é mentiroso E que eu não te consigo enganar. Sei que quando me gabo Te pareço patético E tu finges que ficas deslumbrada. Não é possível enganar-te. Sei bem quando estás aborrecida E fazes esse trejeito no lábio. Quando te vou buscar a casa Dizes em tom de orgulho e desafio a teus pais: “Venho tarde”. Por vezes confundes-me Quando me dizes Que não suportas O meu ar convencido E eu já não consigo disfarçar Que estou em brasa por ti. Sabes, O Amor arde dentro de mim E talvez porque tu o vês tão bem Também tu o dizes por aí Em segredo recatado Mas orgulhoso, Que também tu me amas.
Autor ©: Peter Lee Dolphein
Publicado em Jornal "O VALENCIANO”- Em 19 de Outubro de 2005 |
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