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ESPERANDOEstou à espera Que um belo Inverno me aqueça Num desmesurado deslumbre. Estou à espera Que nunca chova Neste jardim recôndito Para que a flor que desabrocha Não tombe e murche Com a invernia. Estou à espera Que nunca amanheça Porque esta noite é inebriante Com as estrelas por paisagem. Estou à espera Que nunca acabe o meu esperar, Que nunca durma aquietado Ao prazer de te ver Pois, Enquanto estiver vivo Continuarei e continuo À tua espera, E esperando por ti Continuo a sentir-me vivo.
Autor ©: Peter Lee Dolphein Publicado em Jornal “Tribuna Pacense” – Em 29 de Julho de 2005 |
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