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GULAÓ apetite voraz Incontrolável sedução Essa a de deglutir Os manjares mais exóticos E requintados acepipes. O meu apetite devora As migalhas da tua mesa E nada sobra Na hora da sofreguidão. Isto que engole A minha sedenta existência Só é possível Neste banquete selvagem, Nesta vida apetitosa Em que a virtude Foi posta de lado. Queria não perder a razão Mas aprisionado estou Deste horrível e vergonhoso vício. É realmente grotesco Não conseguir segurar Esse monstro esquisito Essa coisa a que chamam GULA.
Autor ©: Peter Lee Dolphein Publicado em Jornal “TRIBUNA PACENSE” – Em 24 de Junho de 2005 |
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