Mande a um amigo

GULA

Ó apetite voraz

Incontrolável sedução

Essa a de deglutir

Os manjares mais exóticos

E requintados acepipes.

O meu apetite devora

As migalhas da tua mesa

E nada sobra

Na hora da sofreguidão.

Isto que engole

A minha sedenta existência

Só é possível

Neste banquete selvagem,

Nesta vida apetitosa

Em que a virtude

Foi posta de lado.

Queria não perder a razão

Mas aprisionado estou

Deste horrível e vergonhoso vício.

É realmente grotesco

Não conseguir segurar

Esse monstro esquisito

Essa coisa a que chamam GULA.

 

Autor ©: Peter Lee Dolphein

Publicado em Jornal “TRIBUNA PACENSE” – Em 24 de Junho de 2005

Last Modified April 28th 2007 Contact me Terms of Use & Privacy Go to top